Vivemos um momento na religião em que a figura do ogã passou por uma transformação curiosa e, em muitos aspectos, preocupante. De uns tempos para cá, tornou-se cada vez mais comum observarmos o surgimento do "ogã de festival", aquele que possui uma voz marcante, domina os toques, tem performance de palco e ganha notoriedade nas redes sociais. Não demora muito e uma chuva de patrocinadores aparecem para promover seus produtos e tornar o sagrado uma outra nova veia de comércio. Mas fica a pergunta, cadê os ogãs para tocar em terreiro e prestar a caridade com o toque do asé à comundiade? Pasmem, mas há uma série de terreiros queixando-se da falta de apoio na curimba . A curimba tem se tornado, para alguns, um palco para o estrelato digital, distanciando-se do seu verdadeiro propósito sagrado. Para a nova geração que chega à religião, é fundamental resgatar a compreensão de que bater tambor não é um espetáculo, mas sim um ato de louvação e de doação, disciplina e imensa respo...
Blog destinado a divulgação da doutrina da Umbanda.