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Mostrando postagens de julho, 2026

A ROUPA ALÉM DA MATÉRIA: COMO AS ENERGIAS E HISTÓRIAS SE IMPREGNAM NO QUE VESTIMOS

  Autores: Eduardo de Oxossi – T.U.S. Caboclo Pena Verde e Flecheiro de Aruanda (Freguesia do Ó/SP) www.cflecheirodearuanda.com.br Lucas de Yansã – T.U.S. Caboclo Pena Verde e Flecheiro de Aruanda (Freguesia do Ó/SP) www.cflecheirodearuanda.com.br   O pano que nos cobre não é apenas fios entrelaçados. Na visão espiritualista e, em especial, na Umbanda, a matéria e a energia caminham lado a lado. Não é a toa que os guias que descem em terra usam roupas como instrumentos de magia (Capas, lenços, saias, etc). Tudo o que tocamos, produzimos e vestimos absorve a vibração do ambiente, das intenções, da história, do simbolismo, das memórias e dos sentimentos com os quais entra em contato. As roupas funcionam como uma segunda pele e, por estarem em contato direto com os nossos chakras e nosso campo eletromagnético (nossa aura), elas acumulam registros vibracionais que podem nos impulsionar ou nos sobrecarregar. Compreender essa troca energética nos ajuda a ter uma relação m...

AMALÁ DE XANGO: QUEM COME QUIABO, NÃO PEGA FEITIÇO!

  Na Umbanda e nas tradições de matriz africana, os alimentos carregam axé (energia vital) e guardam mistérios ancestrais profundamente ligados às Divindades. A famosa expressão popular de que "quem come quiabo não pega feitiço" transcende o mero dito folclórico: ela sintetiza um fundamento divino e cosmogônico diretamente conectado a Pai Xangô, o Orixá da Justiça, do Fogo e da Sabedoria. O quiabo é a iguaria principal do Amalá , a oferenda sagrada ofertada a Xangô. Sua natureza física e energética revela essa ligação: ao ser preparado, o quiabo libera uma goma viscosa, conhecida ritualisticamente como "visco" ou "baba". Na energia de Xangô, essa viscosidade atua como um verdadeiro escudo protetor. Assim como a baba faz com que tudo deslize sem aderir, a vibração do quiabo no organismo e no campo magnético do médium faz com que demandas, invejas e feitiçarias "escorreguem" sem conseguir se fixar. Além desse fator de proteção, o quiabo carrega a ...

OXUM

 

ITÃ DE NANÃ E OXALÁ: O BARRO DA CRIAÇÃO

O Segredo da Argila: O Encontro entre Oxalá e Nanã na Criação do Homem Existe uma beleza profunda na forma como a ancestralidade explica a nossa existência. Conta o mito registrado em detalhes por pesquisadores das tradições iorubás, como o célebre fotógrafo e antropólogo Pierre Verger que, no início dos tempos, o grande Orixá Oxalá recebeu a missão de modelar os seres humanos. Ele tentou usar o ar, mas a forma se dissipava. Tentou a água, mas o contorno se perdia na fluidez. Arriscou o fogo, mas a matéria era indomável e consumia a si mesma. Tentou a pedra, mas era rígida demais e faltava-lhe o sopro da flexibilidade. Foi então que Nanã Buruquê, a Orixá mais antiga, a senhora dos pântanos e da sabedoria ancestral, emergiu das profundezas das águas calmas e estendeu a Oxalá a sua matéria-prima: a lama, o barro úmido e maleável do fundo da terra. Com a argila de Nanã, Oxalá finalmente conseguiu esculpir as feições humanas, dando-nos forma, enquanto Olorum soprou o axé, o sopro da vida, ...