Por: Eduardo de Oxossi T.U.S. Caboclo Pena Verde e Flecheiro de Aruanda Muitas vezes, ao visitarmos um terreiro em dia de festa e asé para Ogum, recebemos um pão bento ou observamos a presença do pão na mesa de oferenda de Ogum, enfeitado com fitas azuis ou vermelha juntamente a outros elementos deste Orixá. Existe um senso comum que tenta explicar esse costume apenas pelo sincretismo com Santo Antônio, mas a verdade guarda uma raiz muito mais profunda, humana e emocionante, que nasce no coração de uma das casas mais tradicionais da nossa matriz africana: A Casa de Oxumaré. A tradição dos "Pães de Ogum" não nasceu da fartura, mas da fé inabalável de uma mulher extraordinária: Mãe Simplícia. Em 1952, ao assumir a liderança do Axé, ela enfrentava tempos de extrema dificuldade financeira. Mesmo trabalhando arduamente vendendo quitutes, manter a estrutura do terreiro era um desafio diário. Certo dia, ao cumprir seu ritual matinal de entrega a Exu, Mãe Simplícia...
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