Enfrentar o preconceito no ambiente de trabalho por causa da nossa fé é uma dor profunda, que toca no âmago da nossa identidade e espiritualidade. Como umbandista, você sabe que nossa religião é pautada no amor, na caridade e no respeito a todos os seres, mas, infelizmente, a intolerância religiosa ainda se manifesta de formas veladas ou explícitas no meio corporativo. Esse preconceito pode surgir através de piadas de mau gosto, exclusão em grupos sociais, olhares de julgamento ao usar uma guia discreta ou até no impedimento de ascensão na carreira. É fundamental compreender que a sua liberdade de crença não é um favor concedido pela empresa, mas um direito fundamental garantido pela Constituição Federal, que protege a dignidade da pessoa humana acima de qualquer dogma institucional. No aspecto legal, o ordenamento jurídico brasileiro oferece uma base sólida para a proteção do trabalhador umbandista. A Constituição Federal, em seu Artigo 5º, inciso VI, estabelece que é inviolável ...
No desenvolvimento mediúnico, é muito comum que os filhos de santo cheguem ao terreiro ansiosos, buscando o fenômeno visual e motor da incorporação como se fosse a única validação de sua mediunidade. Como sacerdote, vejo essa ansiedade como natural, mas como psicólogo, entendo que precisamos olhar para jornada com acolhimento, amorosidade e leveza. A mediunidade não é um evento mágico isolado, é um processo gradual de sensibilização e discriminação de estímulos. Antes do "rodopiar" do Caboclo, existe uma comunicação sutil que, muitas vezes, é ignorada por falta de conhecimento. Para organizarmos o aprendizado e acalmarmos o coração de quem está na esteira, precisamos dissecar a anatomia desse contato com o Sagrado. Não se trata apenas de "receber o espírito", mas de identificar a intensidade e a qualidade da interação entre o campo vibratório do médium e a energia da Entidade. Didaticamente, dividimos essa escala em três estágios fundamentais: Intuição, Irradiaçã...