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FÉ QUE RESISTE AO TEMPO E AO DOGMA: O BRASIL É DE TODOS OS DEUSES, E A NOSSA LIBERDADE NÃO É NEGOCIÁVEL!

  A história da colonização e da escravidão moderna revela como estruturas institucionais e dogmáticas de matiz cristã, especialmente nos períodos colonial e imperial, forneceram justificativas teológicas, morais e legais para a subjugação sistemática de povos não europeus. Através de bulas papais (um documento oficial, decreto ou carta patente emitido pelo Papa, por meio do qual a Igreja Católica toma decisões solenes sobre assuntos de fé, moral, administração eclesiástica, criação de dioceses ou concessão de privilégios), como a Dum Diversas de 1452, a Igreja Católica autorizou formalmente a conquista, subjugação e redução à escravidão de povos considerados infiéis, legitimando a exploração econômica sob o pretexto de uma suposta salvação espiritua l. Em outras palavras, o PAPA no poder político determinava o que poderia ser praticado na fé e é claro, não era interessante manter a fé do outro sobre a dele. Essa teologia da dominação operou como um instrumento de desumanizaçã...
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DINHEIRO QUE CARREGA A MORTE NÃO VALE DE NADA

 

TRABALHO DO TUS CABOCLO PENA VERDE E FLECHEIRO DE ARUANDA NO SANTUÁRIO NACIONAL DE UMBANDA (17-10-26)

O sábado passado (17) foi um daqueles dias que ficam gravados na alma e na memória de todos nós do terreiro. Tivemos a honra e a emoção de realizar uma peregrinação ao @santuarionacionaldaumbanda , um solo sagrado onde renovamos nossa fé através da louvação e das oferendas à nossa amada Mãe Oxum, pedindo que suas águas doces abrandem nossos caminhos e tragam a prosperidade e o amor que nos sustentam. Estar naquele espaço de conexão pura é sempre um lembrete da força e da beleza da nossa religião. Dando continuidade aos nossos trabalhos em prol do terreiro e da comunidade que acolhemos, realizamos também o atendimento aos nossos consulentes com uma poderosa gira de esquerda. Foi um momento de intensa atuação espiritual, focado na limpeza, no descarrego e no combate a energias negativas e demandas. Nossos guardiões e espíritos protetores trabalharam incansavelmente para reequilibrar o campo áurico de cada irmão e irmã que buscou auxílio, trazendo o alívio e a proteção indispensáveis par...

POR QUE ACENDEMOS VELAS? - POR EDUARDO DE OXOSSI

No universo da Umbanda e das práticas espirituais, a vela não deve ser compreendida como um simples elemento inanimado ou um mero enfeite de altar, mas sim como um verdadeiro portal de ativação energética e um amplificador das nossas intenções mais profundas. Ela atua como um condensador de força que empodera e potencializa aquilo que pedimos, colocando em movimento correntes invisíveis que respondem diretamente ao foco de quem a acende. Afinal, a vela em si não possui uma essência intrinsecamente boa ou ruim; ela é neutra, funcionando como um espelho neutro que reflete com fidelidade a vibração, o sentimento e o propósito que o médium carrega no momento do ritual. Dessa forma, a qualidade e a direção do que se manifesta através da chama dependem inteiramente da sintonia de quem realiza o ato de fé. Quando alguém acende uma vela movido por sentimentos de rancor, egoísmo ou maldade, a ferramenta sintoniza e ressoa exatamente com essa frequência densa, atraindo e devolvendo aquilo que fo...

VAMOS FALAR DOS FILHOS DE OXUM?

  Os filhos e filhas de Oxum carregam em sua essência as principais virtudes e reflexos da Orixá das águas doces, do ouro, do amor e da fertilidade, sendo reconhecidos tanto no Candomblé quanto na Umbanda por uma personalidade marcante que une extrema delicadeza e uma força interior inabalável. Sob a regência da dona do ouro e do espelho, essas pessoas costumam manifestar uma forte inclinação para a estética, a elegância e o refinamento, refletindo o brilho de sua divindade em suas posturas cotidianas, no cuidado com a imagem pessoal e no apreço por ambientes confortáveis e belos. No que tange à vida social e afetiva, os descendentes de Oxum destacam-se pelo carisma, pela facilidade em cativar as pessoas ao redor e por uma sensualidade natural que lhes confere grande poder de sedução. Gostam de desfrutar dos prazeres que a vida oferece, valorizam a convivência em festas e reuniões e nutrem um profundo apego à família e aos amigos, mostrando-se sempre muito acolhedores, amorosos ...

A UMBANDA ACREDITA EM DEUS? POR EDUARDO DE OXOSSI

  Uma das perguntas mais frequentes que surgem quando alguém começa a conhecer a nossa religião é justamente sobre a presença divina primordial: afinal, a Umbanda acredita em Deus? A resposta para essa questão é um sonoro e absoluto sim. A Umbanda é uma religião essencialmente monoteísta, fundamentada na crença de um princípio criador único, supremo e absoluto. Independentemente da vertente ou da forma como os rituais são conduzidos, a figura de um Deus maior, que rege o universo e todas as forças da natureza, é o alicerce sobre o qual toda a teologia umbandista se sustenta. Para compreendermos a forma como Deus é cultuado em nossos terreiros, precisamos primeiro olhar para a própria essência formadora da Umbanda . Nossa religião é um belíssimo mosaico espiritual, nascido em solo brasileiro a partir do encontro de diversas matrizes religiosas, filosóficas e culturais. Essa pluralidade significa que a maneira como a presença de Deus é compreendida e nomeada vai estar intimament...

OGÃ E CURIMBEIRO: VAMOS FALAR DO SEU PAPEL NO TERREIRO?

  Vivemos um momento na religião em que a figura do ogã passou por uma transformação curiosa e, em muitos aspectos, preocupante. De uns tempos para cá, tornou-se cada vez mais comum observarmos o surgimento do "ogã de festival", aquele que possui uma voz marcante, domina os toques, tem performance de palco e ganha notoriedade nas redes sociais. Não demora muito e uma chuva de patrocinadores aparecem para promover seus produtos e tornar o sagrado uma outra nova veia de comércio. Mas fica a pergunta, cadê os ogãs para tocar em terreiro e prestar a caridade com o toque do asé à comundiade? Pasmem, mas há uma série de terreiros queixando-se da falta de apoio na curimba . A curimba tem se tornado, para alguns, um palco para o estrelato digital, distanciando-se do seu verdadeiro propósito sagrado. Para a nova geração que chega à religião, é fundamental resgatar a compreensão de que bater tambor não é um espetáculo, mas sim um ato de louvação e de doação, disciplina e imensa respo...