O Otá (ou ocutá, do iorubá òkúta) é uma pedra sagrada usada em religiões de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda, para fixar a energia de um Orixá. Representa uma das mais antigas e profundas formas de conexão entre o mundo visível/terra (Aiyé) e o plano espiritual (Orun). Longe de ser compreendido como um mero objeto inanimado ou uma representação idólatra, o mineral é concebido como um recipiente natural de Axé, a força vital que permeia a criação. Nas terras iorubás, a escolha da pedra ligava-se intimamente ao elemento de onde ela emergia, seja o leito de um rio sagrado, o topo de uma montanha ou as entranhas da terra, funcionando como a própria condensação da energia do Orixá ou do ancestral ligado àquela força da natureza. Com o passar do tempo, o Otá assumiu o papel central na estruturação dos igbás e assentamentos da religião, principalmente de EXU/POMBOGIRA. Para que a pedra se torne efetivamente um Otá consagrado, ela passa por rituais de d...
Autores: Eduardo de Oxossi – T.U.S. Caboclo Pena Verde e Flecheiro de Aruanda (Freguesia do Ó/SP) www.cflecheirodearuanda.com.br Lucas de Yansã – T.U.S. Caboclo Pena Verde e Flecheiro de Aruanda (Freguesia do Ó/SP) www.cflecheirodearuanda.com.br O pano que nos cobre não é apenas fios entrelaçados. Na visão espiritualista e, em especial, na Umbanda, a matéria e a energia caminham lado a lado. Não é a toa que os guias que descem em terra usam roupas como instrumentos de magia (Capas, lenços, saias, etc). Tudo o que tocamos, produzimos e vestimos absorve a vibração do ambiente, das intenções, da história, do simbolismo, das memórias e dos sentimentos com os quais entra em contato. As roupas funcionam como uma segunda pele e, por estarem em contato direto com os nossos chakras e nosso campo eletromagnético (nossa aura), elas acumulam registros vibracionais que podem nos impulsionar ou nos sobrecarregar. Compreender essa troca energética nos ajuda a ter uma relação m...