Autores: Eduardo de Oxossi – T.U.S. Caboclo Pena Verde e Flecheiro de Aruanda (Freguesia do Ó/SP) www.cflecheirodearuanda.com.br Lucas de Yansã – T.U.S. Caboclo Pena Verde e Flecheiro de Aruanda (Freguesia do Ó/SP) www.cflecheirodearuanda.com.br O pano que nos cobre não é apenas fios entrelaçados. Na visão espiritualista e, em especial, na Umbanda, a matéria e a energia caminham lado a lado. Não é a toa que os guias que descem em terra usam roupas como instrumentos de magia (Capas, lenços, saias, etc). Tudo o que tocamos, produzimos e vestimos absorve a vibração do ambiente, das intenções, da história, do simbolismo, das memórias e dos sentimentos com os quais entra em contato. As roupas funcionam como uma segunda pele e, por estarem em contato direto com os nossos chakras e nosso campo eletromagnético (nossa aura), elas acumulam registros vibracionais que podem nos impulsionar ou nos sobrecarregar. Compreender essa troca energética nos ajuda a ter uma relação m...
Na Umbanda e nas tradições de matriz africana, os alimentos carregam axé (energia vital) e guardam mistérios ancestrais profundamente ligados às Divindades. A famosa expressão popular de que "quem come quiabo não pega feitiço" transcende o mero dito folclórico: ela sintetiza um fundamento divino e cosmogônico diretamente conectado a Pai Xangô, o Orixá da Justiça, do Fogo e da Sabedoria. O quiabo é a iguaria principal do Amalá , a oferenda sagrada ofertada a Xangô. Sua natureza física e energética revela essa ligação: ao ser preparado, o quiabo libera uma goma viscosa, conhecida ritualisticamente como "visco" ou "baba". Na energia de Xangô, essa viscosidade atua como um verdadeiro escudo protetor. Assim como a baba faz com que tudo deslize sem aderir, a vibração do quiabo no organismo e no campo magnético do médium faz com que demandas, invejas e feitiçarias "escorreguem" sem conseguir se fixar. Além desse fator de proteção, o quiabo carrega a ...