Por: Eduardo de Oxossi T.U.S. Caboclo Pena Verde e Flecheiro de Aruanda Muitas vezes, ao visitarmos um terreiro em dia de festa e asé para Ogum, recebemos um pão bento ou observamos a presença do pão na mesa de oferenda de Ogum, enfeitado com fitas azuis ou vermelha juntamente a outros elementos deste Orixá. Existe um senso comum que tenta explicar esse costume apenas pelo sincretismo com Santo Antônio, mas a verdade guarda uma raiz muito mais profunda, humana e emocionante, que nasce no coração de uma das casas mais tradicionais da nossa matriz africana: A Casa de Oxumaré. A tradição dos "Pães de Ogum" não nasceu da fartura, mas da fé inabalável de uma mulher extraordinária: Mãe Simplícia. Em 1952, ao assumir a liderança do Axé, ela enfrentava tempos de extrema dificuldade financeira. Mesmo trabalhando arduamente vendendo quitutes, manter a estrutura do terreiro era um desafio diário. Certo dia, ao cumprir seu ritual matinal de entrega a Exu, Mãe Simplícia...
Enfrentar o preconceito no ambiente de trabalho por causa da nossa fé é uma dor profunda, que toca no âmago da nossa identidade e espiritualidade. Como umbandista, você sabe que nossa religião é pautada no amor, na caridade e no respeito a todos os seres, mas, infelizmente, a intolerância religiosa ainda se manifesta de formas veladas ou explícitas no meio corporativo. Esse preconceito pode surgir através de piadas de mau gosto, exclusão em grupos sociais, olhares de julgamento ao usar uma guia discreta ou até no impedimento de ascensão na carreira. É fundamental compreender que a sua liberdade de crença não é um favor concedido pela empresa, mas um direito fundamental garantido pela Constituição Federal, que protege a dignidade da pessoa humana acima de qualquer dogma institucional. No aspecto legal, o ordenamento jurídico brasileiro oferece uma base sólida para a proteção do trabalhador umbandista. A Constituição Federal, em seu Artigo 5º, inciso VI, estabelece que é inviolável ...