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A IMPORTÂNCIA DAS PALMAS NO TERREIRO - POR EDUARDO DE OXOSSI








A Umbanda é uma religião que embora em seu início, muitos terreiros não tinham o som do atabaque, hoje destaca-se pelo uso dele. As casas que aderiram o atabaque transformaram seus ritos praticamente em  100% musical (Ponto para amaci, ponto de chamada de guia, ponto de sustentação de trabalho, ponto de subida de guias e Orixás, ponto de descarrego, hino da Umbanda, ponto de defumação, ponto de bater cabeça, ponto de coroação, ponto de visitantes, ponto de Ogans, ponto de autoridades, ponto de abertura e fechamento de Jurema, etc).



Nossa reza é musical, nossa cura é musical, a quebra de demanda é musical, o casamento é musical, o batismo é musical, trazemos Orixás com música, os guias com música e nos despedimos deles com  música.





Neste universo, as palmas são tão importantes quanto a Curimba, as palmas são a extensão do coro, do que está sendo cantado. Infelizmente muitos médiuns e frequentadores da assistência pensam que se bater ou não palmas, cantar ou não cantar não vai mudar nada. Mas estão enganados, pois muda tudo.



Quando você entra em um terreiro e vê a harmonia das pessoas cantando e batendo palmas em resposta ao coro, você percebe a diferença de energia presente. Pessoas que ajudam a cantar e bater palmas contribuem diretamente para fortalecer a firmeza da gira, contribuem para ajudar o guia que está vindo ou está trabalhando. Contribui para reprender as demandas e descarregos, contribui para o rito que está acontecendo.



Outra curiosidade sobre palmas é que para alguns estudiosos, nossas mãos também têm chacras, ou seja, carregam nossa energia. Logo, se batemos palmas emanando boa energia com nossos movimentos de mãos e sons de boca, estamos emanando, irradiando, expandindo nossas intenções no ambiente.


Em algumas situações acontece dos curimbeiros (Ogans ), não estarem bem, esquecerem ponto, não renderem em seu propósito ali no dia e tudo muda para melhor quando ele percebe que as pessoas estão ajudando, estão apoiando, estão focados junto com eles e com os dirigentes no trabalho que está sendo conduzido. Isso é sintonia de energia! São as pessoas doando suas energias para a gira para os orixás e para os guias.


Esta troca de doação, na qual os Ogans auxiliam os médiuns no trabalho de incorporação e os médiuns auxiliam os Ogans resulta em uma explosão energéticas. Imagine 20 pessoas batendo palmas no mesmo ritmo, isso movimenta muita mais energia dentro da gira do que 1 cantando para 19, por isso, nosso clamor: batam palmas! Se interessem em aprender os pontos da sua casa!




Os pontos cantados são para os Orixás, são para os guias! As vezes assistimos vídeos de outros terreiros ontem ficamos  impressionados com o toque com o canto com a curimba, e falamos nossa na minha casa a curimba não é assim, mas paramos para pensar se na nossa casa todo mundo canta bate palma? Se todo mundo faz com que a curimba se eleve tanto quanto a outras casas que vemos união e sinergia entre as pessoas?





Bater palmas faz a musicalidade religiosa fluir, faz a energia ficar cada vez mais forte, quem ainda não sabe os pontos, pode começar se interessando pelo  ritmo das palmas. Não bata palmas só quando for seus Orixás ou seus guias de afinidade, bata palmas para todos os Orixás e guias da casa, isso é muito importante e fundamental para a força da gira, além de dizer muito sobre a postura do médium.








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