No desenvolvimento mediúnico, é muito comum que os filhos de santo cheguem ao terreiro ansiosos, buscando o fenômeno visual e motor da incorporação como se fosse a única validação de sua mediunidade. Como sacerdote, vejo essa ansiedade como natural, mas como psicólogo, entendo que precisamos olhar para jornada com acolhimento, amorosidade e leveza. A mediunidade não é um evento mágico isolado, é um processo gradual de sensibilização e discriminação de estímulos. Antes do "rodopiar" do Caboclo, existe uma comunicação sutil que, muitas vezes, é ignorada por falta de conhecimento. Para organizarmos o aprendizado e acalmarmos o coração de quem está na esteira, precisamos dissecar a anatomia desse contato com o Sagrado. Não se trata apenas de "receber o espírito", mas de identificar a intensidade e a qualidade da interação entre o campo vibratório do médium e a energia da Entidade. Didaticamente, dividimos essa escala em três estágios fundamentais: Intuição, Irradiaçã...
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