✍️ Texto por: Pai Eduardo de Oxóssi
📚 Inspirado nas obras de Pierre Verger.
Você conhece a história de quando Ogum destruiu uma cidade por causa do silêncio?
Após anos de guerras, Ogum decidiu retornar a Irê, cidade que ele mesmo fundou. Ele voltava cansado, com fome e sede.
Ao entrar na aldeia, viu o povo reunido. Esperando ser recebido com festas e honras, ele saudou a todos. Mas ninguém respondeu.
Ogum caminhou pelas ruas, pediu água e comida, mas as pessoas o ignoravam, olhando para o chão. O silêncio era absoluto.
Sentindo-se profundamente desrespeitado e rejeitado pelo seu próprio povo, Ogum foi tomado por uma fúria avassaladora. Ele sacou sua espada e, num ataque de ira, destruiu a cidade.
Pouco depois, seu filho Oni chegou e, horrorizado, explicou o terrível mal-entendido: a aldeia cumpria um voto sagrado de silêncio absoluto naquele dia. Ninguém podia falar. Não era desrespeito a Ogum, era resguardo religioso.
Consumido pelo arrependimento e pela vergonha de ter agido por impulso, Ogum cravou sua espada no chão. A terra se abriu e o engoliu, transformando-o em Orixá. Antes de partir, prometeu proteger aquela terra para sempre, tornando-se Ogum Onirê.
✨ A lição desse itã:
Esse mito nos alerta sobre o perigo de agir na hora da raiva e julgar sem conhecer o contexto. Nem tudo o que parece rejeição realmente é. Que Ogum nos dê força para lutar, mas também sabedoria para dominar a nossa ira!
Ogunhê! 🛡️⚡



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